Tudo errado no teu banco de dados
Futuro presetado…passado deletado
Eu sinto te informar: tu estás mal informado!

Deve haver alguma coisa que ainda te emocione
Uma garota, um bom combate, um gol aos 46
Deve haver alguma coisa que ainda te emocione

Te vejo sentado no banco dos réus
Pra falir a banca bancando o coitado
Quanto mais culpado melhor o advogado

Deve haver alguma coisa que ainda te emocione
Um cavalo em disparada
Pijamas…nada pra fazer
Deve haver alguma coisa que ainda te emocione

Tudo guardado num banco americano
A sete chaves, o sétimo céu
Eu sinto te informar: o banco foi roubado!
É o velho jogo: pedra, tesoura e papel

Deve haver alguma coisa que ainda te emocione
Um vinho tinto…um copo d’água
A chuva no telhado…um pôr-de-sol

Deve haver alguma coisa que ainda te emocione
Deve haver alguma coisa que ainda te emocione
Deve haver alguma coisa que ainda te emocione
Deve haver alguma coisa que ainda te emocione”

Engenheiros do Hawaii

0 note

Esse cansaço de sempre estar longe de casa, de não ter o mesmo DDD que minha família, da nossa operadora só possuir planos para chamadas locais, de nunca conseguir falar com eles quando preciso de verdade e de esperar visitas que não vem.

Esse meu novo bloqueio emocional que me impede de fazer novos amigos.

Essa impossibilidade de ser feliz trabalhando com o Direito, porque trabalhar com processos judiciais é a forma mais burra de ganhar dinheiro e perder tempo.

Essa vontade de largar o judiciário e por em prática a minha afirmação de que o Direito só serve para oprimir e manter esse sistema capitalista de exploração e segregação da mão-de-obra desqualificada.

Esse meu choro de saudade do Pedro, o amor mais inesperado e puro que já senti.

Esse olhar triste que ponho sobre o meu relacionamento.

Essa força sobre-humana para levantar todos os dias e fazer sentenças penais condenatórias com o coração nas mãos.

Esse inconformismo com a minha vida, com meus 25 anos e essa apatia para mudar.

Esse lamento fraco, frágil e solitário.

Essa revolta de ter sido alfabetizada e politizada por minha mãe, porque a culpa é dela.

Se não fossem as tardes da minha adolescência em que ela me colocava para ouvi-la preparando as aulas de geografia, história e sociologia eu seria mais feliz.

Eu seria como as filhas das amigas dela que sonham com um emprego para pagar suas futilidades, não que eu não seja fútil também, eu sou sim, mas é que sempre que tento ser assim, somente assim, minha consciência me ataca e ecoa dizendo que não sou feliz assim.

Estou triste, mas acho que é de saudade dos meus pais.

Estou cansada também, 16 (dezesseis) meses de trabalho contínuo foram de um ótimo aprendizado e pouco descanso.

Entro de férias nesse final de semana, talvez volte melhor, porque por mais que trabalhar com processos seja avassalador, hoje posso dizer que sei mais e sei melhor, aprendi uma profissão.

Ultimamente me entristece lembrar que meus pais estão envelhecendo longe de mim, que minha avó, a única que está viva, está cada dia pior.

Não quero mais morar longe da minha família, saí de casa com 17 (dezessete) anos e estou simplesmente cansada das saudades.

Nesse ano de 2.014 eu quero aprender a nadar e tirar a minha CNH, somente.

Eu quero que o meu namoro continue tão maravilhoso como sempre foi, eu quero o colo dos meus pais.

L. Xavier

0 note

É mais fácil
Cultuar os mortos
Que os vivos
Mais fácil viver
De sombras que de sóis
É mais fácil
Mimeografar o passado
Que imprimir o futuro…

Não quero ser triste
Como o poeta que envelhece
Lendo Maiakóvski
Na loja de conveniência
Não quero ser alegre
Como o cão que sai a passear
Com o seu dono alegre
Sob o sol de domingo…

Nem quero ser estanque
Como quem constrói estradas
E não anda
Quero no escuro
Como um cego tatear
Estrelas distraídas
Quero no escuro
Como um cego tatear
Estrelas distraídas…

Amoras silvestres
No passeio público
Amores secretos
Debaixo dos guarda-chuvas
Tempestades que não param
Pára-raios quem não tem
Mesmo que não venha o trem
Não posso parar
Tempestades que não param
Pára-raios quem não tem
Mesmo que não venha o trem
Não posso parar…

Veja o mundo passar
Como passa
Uma escola de samba
Que atravessa
Pergunto onde estão
Teus tamborins?
Pergunto onde estão
Teus tamborins?
Sentado na porta
De minha casa
A mesma e única casa
A casa onde eu sempre morei
A casa onde eu sempre morei
A casa onde eu sempre morei…”

Zeca Baleiro

1 nota

”Felicidade pode ser qualquer coisa
Uma cachaça, um beijo, um orgasmo
Um futebol na tarde de domingo
Uma canção de Roberto e Erasmo” Baleiro

0 note

”Não adianta nem me abandonar
Porque mistério sempre há de pintar por aí
Pessoas até muito mais vão lhe amar
Até muito mais difíceis que eu prá você
Que eu, que dois, que dez, que dez milhões, todos iguais
Até que nem tanto esotérico assim
Se eu sou algo incompreensível, meu Deus é mais
Mistério sempre há de pintar por aí
Não adianta nem me abandonar (não adianta não)
Nem ficar tão apaixonada, que nada
Que não sabe nadar
Que morre afogada por mim.”

Gilberto Gil

0 note
Eu chorei o nosso medo de não sermos o que sonhamos. Eu chorei o medo que eu tenho de não ser quem você quer e o medo que eu tenho de ser exatamente o que você quer. Eu chorei porque precisava de colo, porque precisava te mostrar a minha fragilidade escondida no meu mau-humor. Tati Bernardi. (via e-p-i-c-a)

(Fonte: girlsandbutterflies, via tu-me-cativas)

8.079 note

”Não adianta nem tentar me esquecer
Durante muito tempo em sua vida eu vou viver

Detalhes tão pequenos de nós dois
São coisas muito grandes pra esquecer
E a toda hora vão estar presentes
Você vai ver

Se um outro homem aparecer na sua rua
E isso lhe trouxer saudades minhas, a culpa é sua
O ronco barulhento do seu carro
A velha calça desbotada ou coisa assim
Imediatamente você vai lembrar de mim

Eu sei que um outro deve estar falando ao seu ouvido
Palavras de amor como eu falei, mas, eu duvido
Duvido que ele tenha tanto amor
E até os erros do meu português ruim
E nessa hora você vai lembrar de mim

À noite, envolvida no silêncio do seu quarto,
Antes de dormir você procura o meu retrato
Mas na moldura não sou eu quem lhe sorri
Mas você vê o meu sorriso mesmo assim
E tudo isso vai fazer você lembrar de mim

Se alguém tocar seu corpo como eu, não diga nada
Não vá dizer meu nome sem querer à pessoa errada
Pensando ter amor nesse momento, desesperada, 
Você tenta até o fim
E até nesse momento você vai lembrar de mim

Eu sei que esses detalhes vão sumir na longa estrada
Do tempo que transforma todo amor em quase nada
Mas quase também é mais um detalhe
Um grande amor não vai morrer assim
Por isso, de vez em quando você vai
Vai lembrar de mim

Não adianta nem tentar me esquecer
Durante muito e muito tempo em sua vida eu vou viver.”


1 nota